quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Exportação de açúcar em bruto em setembro de 2014

O volume embarcado de açúcar em bruto declinou no trimestre fevereiro / abril, em relação a janeiro. No período maio / julho foi registrado recuperação, voltando a declinar nos meses de agosto e setembro. Na comparação entre setembro de 2014 e setembro de 2013, houve uma queda de 17,2% no volume embarcado em toneladas.
O preço médio praticado em setembro foi menor 0,97% em relação a gosto. Porém na comparação com setembro de 2013, a queda foi 2,4%. 
O gráfico apresenta a trajetória declinante dos preços médios praticados no mercado internacional do açúcar em bruto.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

A Expansão Econômica na Economia Global

Segundo a OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - as economias avançadas e emergentes apresentam expansão moderada da economia, enquanto o crescimento é fraco na zona do EURO. Segundo a instituição, é urgente a implementação de reformas ambiciosas na Europa, de maneira a aquecer a demanda agregada nos países. Uma outra observação feita pela instituição é sobre a expansão de forma desigual na economia global. Os Estados unidos devem crescer 2,1% em 2014 e 3,1% em 2015, o Reino Unido deverá crescer 3,1% em 2014 e 2,8% em 2015, o Canadá deverá crescer 2,3% em 2014 e 2,7% em 2015 e o Japão deverá crescer 0,9% em 2014 e 1,1% em 2015. A área do Euro deve crescer 0,8% em 2014 e 1,1% em 2015, enquanto a Alemanha deverá crescer 1,5% em 2014 e 1,5% em 2015, a França deverá crescer 0,4% em 2014 e 1,0% em 2105 e a Itália deverá encolher -0,4% em 2014 e crescer 0,1% em 2015.
A China deverá crescer 7,4% em 2014 e 7,3% em 2015, a Índia deverá crescer 5,7% em 2014 e 5,9% em 2015, enquanto Brasil deverá crescer 0,3% em 2014 e 1,4% em 2015. O quadro não é nada animador no curto prazo.

domingo, 28 de setembro de 2014

Um retrato da conjuntura econômica de São João da Barra



Nas diferentes discussões sobre os impactos do Porto do Açu, em São João da Barra, atores como o governo, o empreendedor e o órgão ambiental que autorizou todos os projeto solicitados, saem em defesa do empreendimento argumentando "DESENVOLVIMENTO". Realmente fico muito incomodado com a utilização indiscriminada desse termo e resolvi cruzar alguns indicadores, de forma a auxiliar um melhor entendimento sobre a movimentação econômica no município e seus reais reflexos para a população.

De inicio é importante lembrar que foram gastos em torno de R$5,8 bilhões na construção do empreendimento e R$2,0 bilhões na execução orçamentária pelo setor público no período de 2007 a primeira metade de 2014. Uma primeira pergunta é sobre os reais benefícios dessa movimentação para a sociedade.

No campo do emprego, o volume aumentou, porém os benefícios não apareceram.  Veja no gráfico que a participação do emprego na indústria de transformação é declinante até 2011. Nos anos de 2012 e 2013 esboça recuperação, porém se situa muito abaixo dos anos inicias. Isso é um problema, já que a atividade industrial é fundamental para a garantia de sustentabilidade econômica local. A participação do emprego no comércio é declinante até 2012, esboçando recuperação em 2013, porém com uma taxa muito inferior aos anos anteriores. Em contradição aos discursos otimistas, o comércio local sofre e não gera um padrão de emprego compatível com a movimentação financeira indicada. Muitos empregos tem características sazonais e são ocupados por indivíduos de outras regiões, os quais transferem parte substancial da renda para sua origem.









No campo orçamentário, a gestão pública é um desastre. O gráfico apresenta a taxa de investimento público no município. Veja que os dois picos ocorrem em ano eleitoral. Em 2008 quando foi alcançada a taxa de investimento de 14,7% sobre as receitas correntes e em 2012, quando foi alcançada uma taxa de 9,4%. A taxa média de investimento alcançou 6,6% no período de 2005 a 2013, o que é inexpressiva para um município sede de uma estrutura portuária de tal importância para o país.
 












Mais dois indicadores confirmam a nossa tese sobre a baixa capacidade dos gastos públicos e privados, movimentados no período de construção do porto do Açu, de gerarem benefícios compatíveis para a sociedade local. A evolução anual do valor adicionado fiscal (movimentação no comércio, indústria e serviços) em termos reais é negativa em -0,97% em 2011 e -4,4% em 2012. A atividade agrícola temporária declinou de 4.539 hectares colhidos em 2005 para 2.934 hectares em 2012, enquanto a atividade permanente manteve o seu ritmo nos 170 hectares colhidos no mesmo período.

Conforme podemos observar, existe total incompatibilidade entre os gastos públicos e privados no período, com os indicadores apresentados sobre a dinâmica da economia local. levando em consideração as mudanças socioambientais, é incontestável a situação de risco por que passa o município e sua população.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Demanda por aço na China encolhe pela 1ª vez em 14 anos



JORNAL O GLOBO
DALIAN - O consumo de aço na China caiu neste ano pela primeira vez desde 2000 devido ao menor crescimento econômico, levando a um excedente de minério de ferro no país e à queda de mais de 40% nos preços da matéria-prima.

Mas as grandes mineradoras globais como Vale e Rio Tinto, que investiram bilhões de dólares para elevar a produção e vender mais minério de ferro para a China, se mantêm convencidas de que a demanda chinesa ainda não chegou ao pico, uma vez que se espera que o processo de urbanização dure ao menos outra década no país.

O consumo aparente de aço bruto na China, maior consumidor e produtor da liga, caiu 1,9% para 61,9 milhões de toneladas em agosto na comparação anual, disse Wang Xiaoqi, vice-presidente do Conselho da Associação de Ferro e Aço da China, em uma conferência do setor.

— Há muitas razões para isso, a economia desacelerando e passando por reestruturações. Os setores que consomem aço cortaram sua demanda — disse Wang nesta quinta-feira.

Com o crescimento da China focado agora no consumo e não no investimento que alimentou a expansão massiva do setor de aço ao longo de anos, Wang disse:

— Daqui em diante, a produção doméstica de aço e o consumo não crescerão em linha com o crescimento econômico.

O consumo de aço da China recuou 0,3%, para 500 milhões de toneladas, nos primeiros oito meses do ano, disse.

PEQUENAS MINAS FECHAM APÓS QUEDA NOS PREÇOS

A economia chinesa teve um início de ano fraco, com o crescimento do primeiro trimestre desacelerando para uma mínima em seis trimestres de 7,4%. Pequim respondeu com uma enxurrada de medidas de estímulo que elevaram o ritmo ligeiramente para 7,5% no segundo trimestre, mas dados fracos de julho e agosto sugerem que o impulso está se desvanecendo rapidamente.

Cerca de 70% de pequenas minas de minério de ferro da China na província de Hebei, a maior produtora, fecharam após o acentuado declínio dos preços ter inviabilizado a continuidade das operações, disse um representante do setor nesta quinta-feira.

As mineradoras de minério de ferro em outras províncias como Anhui e Jiangsu também não estão mais produzindo, afirmou Gao Yan, vice-secretário geral da Associação de Minas Metalúrgicas da China, em uma conferência do setor.

"Essa questão é importante para o porto do Açu que estreia no embarque de minério de ferro. Devemos esperar tempestades prolongadas na relação com a China"

Juiz diz que vai pedir arresto de bens de Eike em processo do MPF



24/09/2014 às 14h39
Por Rafael Rosas | Valor
 VALOR ECONÔMICO
RIO  -  O juiz Flavio Roberto de Souza, da 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, afirmou que deverá pedir o arresto de bens do empresário Eike Batista dentro do processo em que o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia pelo crime de uso de informação privilegiada. No processo, o MPF pediu que o juiz determine o arresto de até R$ 1,5 bilhão em bens do empresário.
“Não é uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quanto’”, disse Souza ao Valor.
Ou seja, o arresto será pedido, mas o valor ainda precisa ser definido.
Segundo o magistrado, a defesa do empresário pediu um prazo para determinar se o dano supostamente causado chegaria a R$ 1,5 bilhão ou a um valor menor. “A defesa pediu 15 dias para ver se o valor relatado pelo Ministério Público é o valor do dano”, explicou Souza.
O juiz ressaltou que atualmente o empresário tem R$ 122 milhões em dinheiro bloqueados em contas bancárias e outros R$ 117 milhões em um fundo de debêntures também bloqueados.
“Evidentemente, fazemos uma ordem [para o que vai ser bloqueado]. O que tinha de dinheiro já foi bloqueado, o que vamos ver agora são os bens que estão no nome dele”, disse o juiz, lembrando que poderão ser buscados bens passados para os nomes dos filhos e esposa do empresário.
Souza também confirmou que pedirá a quebra do sigilo fiscal de Eike, no âmbito de um outro processo que investiga lavagem de dinheiro. O juiz informou que o MPF pediu vistas desse processo e que aguarda apenas a devolução do material para pedir a quebra do sigilo fiscal do empresário.
(Rafael Rosas | Valor)

"Parte desse valor deveria cobrir os prejuízos causados pelo empresário, por ocasião da instalação do porto do Açu em São João da Barra". Definitivamente, as perdas impostas a sociedade local foram substancialmente maiores do que os benefícios alardeados.