domingo, 14 de dezembro de 2014

% dos municípios por região do Rio de Janeiro que aumentaram o IPM-ICMS

A avaliação sobre os municípios, por região, que mantiveram e ou cresceram a sua participação no Índice de partilha do ICMS (IPM-ICMS) para o ano de 2015, cuja base é a movimentação econômica de 2013, mostra fatos intrigantes. Uma primeira questão, sobre a desconcentração econômica da região metropolitana para o interior, precisa ser melhor investigada. Observa-se que o volume de investimento realmente tem aumentado no interior, fundamentalmente, em função dos projetos de infraestrutura portuária e petróleo, porém, parece ser verdade que parcela substancial da riqueza gerada não permanece na origem de sua geração. Essa percepção da fuga de riqueza já tinha sido observado pelo indicador de emprego no comércio, saldo de depósito a vista do setor privado e saldo de operações de crédito.

Olhando agora o IPM-ICMS, cuja base é o valor adicionado em cada município, identificamos uma situação extremamente difícil em alguns municípios, com papel central nos investimentos estruturantes. A começar pela região Norte Fluminense, onde somente dois municípios, dos nove existentes, ou 22,2% cresceram a sua participação no IPM-ICMS para 2015, com base em 2014. São eles Macaé e São Fidélis. Considerando somente os municípios com resultado positivo, observou-se um crescimento da região em  3,51% no período, concentrado em Macaé.

Por outro lado, como exemplo de crescimento bem distribuído, a região Centro Sul Fluminense com dez municípios, registrou evolução do índice em nove municípios, ou seja, 90% foram responsáveis pelo incremento de 1,96% no período. A região Metropolitana com dezessete municípios, registrou evolução do índice em treze municípios, ou seja, 76,5% foram responsáveis pelo incremento de 3,84% no período.

Ainda como exemplo de crescimento bem distribuído, a região Noroeste Fluminense com treze municípios, registrou evolução do índice em nove municípios, ou seja, 69,2% foram responsáveis pelo incremento de 3,95% no período.

Completam a análise, as regiões Serrana, onde 64,3% do municípios foram responsáveis pelo incremento no índice de 1,93% no período; a Baixada Litorânea, onde 46,2% dos municípios foram responsáveis pelo incremento de 8,1% no período; a Médio Paraíba, onde 50% dos municípios foram responsáveis pelo incremento de 10,2% no período e a Costa Verde, onde 50% dos municípios foram responsáveis pelo incremento de 6,4% no período.  

Como podemos observar, a região Norte Fluminense como referencia na recepção de investimentos nas atividades portuárias e de petróleo, tem uma performance muito frágil, cujo crescimento ficou concentrado em Macaé, sede das empresas do setor petrolífero. Considerando os impactos da queda acentuada do preço do barril de petróleo nos orçamentos dos municípios produtores, a expectativa de retração dos investimento no setor, em função dos escândalos da Petrobras, mais os entraves macroeconômicos, o quadro desenhado para o próximo ano não é nada otimista. Uma orientação nesse momento crítico, passa por um esforço de maior profissionalização da gestão pública. Usar conhecimento científico em substituição ao empirismo, torna-se uma estratégia essencial para a saída do "inferno astral" desenhado.          

sábado, 13 de dezembro de 2014

Veja como a desaceleração econômica da China tem reflexos por aqui!

Minério de ferro cai a US$ 68,70 a tonelada, menor cotação 


desde 2009

SÃO PAULO  -  
O minério de ferro caiu hoje pelo sexto dia seguido e acumulou desvalorização de 3% na semana, negociado a US$ 68,70 por tonelada no mercado à vista da China, para um teor de 62% de ferro. O patamar é o mais baixo desde junho de 2009. 

Em dezembro, o preço médio está em US$ 69,3 por tonelada, pouco mais da metade da média de US$ 136 por tonelada em dezembro do ano passado.
Preocupações com excesso de oferta, desaceleração da demanda chinesa por aço e com restrições de crédito na China estão mantendo a cotação em baixa. A China é responsável por aproximadamente dois terços das importações globais da matéria-prima.
Entre as movimentações do setor hoje, a Vale negociou minério com teor de 65,5% de ferro com um adicional de US$ 14,8 por tonelada, segundo o Standard Bank.
"Difícil a situação de exportadores de commodities, leia-se Brasil!"




Uma bela experiência sobre aproveitamento dos recursos locais

13/12/2014 07h08 - Atualizado em 13/12/2014 07h08


Iniciativa do chef Alex Atala valoriza o produto e os produtores nacionais

Instituto Atá tem como objetivo transformar a cultura local de quem produz

http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2014/12/iniciativa-do-chef-alex-atala-valoriza-o-produto-e-os-produtores-nacionais.html
Instituto Atá: como será? (Foto: Reprodução de TV)O Instituto Atá é espécie de intermediário entre a cozinha do chef Alex Atala e os pequenos produtores rurais espalhados pelo país. Tem como objetivo desenvolver a produção e o local (Foto: Reprodução)
O arroz e o feijão são duas paixões do brasileiro. E paixão, também, de um dos maiores chefs da alta gastronomia do país: Alex Atala.
– O arroz e o feijão têm um lugar especial na minha via. Não só pelo lado afetivo, mas pela briga, por essa busca do ingrediente brasileiro, do sabor brasileiro, a característica, a cultura que a cozinha externa.
Depois de anos na Europa, Alex se deu conta de que, quem viaja para um país quer provar sua comida. Assim, o chef voltou para o Brasil e foi à procura de ingredientes legitimamente nacionais para usar em seu restaurante.
Para isso, buscou pequenos produtores. Essas relações acabaram transformando não só a cozinha do chef, mas também a vida desses fazendeiros.
– Esta conexão acabou criando outras ondas culturais, econômicas e sociais – conta Atala.
Alex e outros profissionais de diferentes áreas, criaram o Instituto Atá capaz de valorizar os ingredientes brasileiros, a cultura local e os pequenos produtores.
Um dos principais exemplos de como funciona o trabalho do Instituto Atá é o arroz preto, produzido em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, a 180 quilômetros de São Paulo.
A região é conhecida pela produção do agulhinha, famoso nas mesas brasileiras. Mas esses produtores estavam com dificuldade de escoar esse tipo de arroz. Como alternativa, passaram a plantar o arroz preto. Apesar do risco, a ousadia deu muito certo. Tão certo que começou a desenvolver outros tipos do grão. Hoje, são 10 opções e uma produção de 60 toneladas.
José Francisco Ruzene foi o pioneiro e começou a plantar o arroz preto em 2005. Para vender, acabou batendo na porta de Alex Atala. Hoje em dia, a parceria, frutífera, rende outros negócios. Bons para os dois lados.
– O Chicão mudou a vida dele. Nós conseguimos colocar dois arrozes no mercado, mas acho que tem um goal ainda maior e que vou reputar para o Instituto, que é transformar a cultura local. Mostrar que o pequeno produtor rural, produzindo qualidade é e será bem-sucedido.
O Instituto Atá também trabalha com a pimenta dos índios Baniwa, da Amazônia, a baunilha do Cerrado, o mel de Jataí, a maçã do coco e as algas do Sul do país.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Reunião da Ompetro discute cenário econômico para 2015 em Campos

http://www.ururau.com.br/cidades51831_Reuni%C3%A3o-da-Ompetro-discute-cen%C3%A1rio-econ%C3%B4mico-para-2015-em-Campos

Uma previsão orçamentária sombria em 2015 para a região Norte Fluminense

O índice de participação no ICMS, formado pelo Valor Adicionado Fiscal, anualmente, é a base da arrecadação do mesmo imposto que "irriga" o caixa dos municípios no Estado do Rio de Janeiro. Na região Norte Fluminense, a situação é bastante delicada. A expectativa de arrecadação para 2015 apresenta um declínio importante. Campos tem uma redução no índice de 12,32%, em relação a 2014; Carapebus tem redução de 17,52%; Cardoso Moreiras tem redução de 1,65%; Conceição de Macabu tem redução de 1,59%; Macaé tem crescimento de 3,66%; Quissamã tem redução de 12,44%; São Fidélis tem crescimento de 0,64%; São Francisco de Itabapoana tem redução de 8,17 e São João da Barra tem redução de 6,98%.
O gráfico apresenta os indicadores relativos aos anos de 2013;2014 e 2015, onde se percebe uma clara perda de participação dos municípios da região, com exceção de Macaé.
Soma-se a perda arrecadação no ICMS a pera de receitas de royalties de petróleo e participações especiais, em função da desaceleração do preço internacional do barril de petróleo. É para se preocupar mesmo!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Palestra debate a crise internacional do petróleo e seus reflexos nos municípios produtores

Durante reunião da Organização dos Municípios Produtores de Petróleo (OMPETRO), hoje no auditório da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, tive o prazer de falar sobre a conjuntura econômica nacional e seus reflexos nas regiões fluminenses produtoras de petróleo. A temática relacionada ao impacto da queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional e seus impactos nos orçamentos das regiões produtoras de petróleo, se constituiu ponto de grande interesse e preocupação com curto e médio prazo. A discussão sobre alternativas locais também atraiu a atenção de todos os participantes. Os prefeitos dos principais municípios da região Norte Fluminense, Rosinha Garotinho de Campos e Dr. Aluízio Junior de Macaé, estavam presentes, assim como, representantes dos diversos municípios produtores de petróleo do Estado do Rio de Janeiro.
Particularmente entendo que eventos dessa natureza, onde abre-se espaço para discussões de cunho técnico, só fortalece a sociedade, já que possibilita reflexões importantes sobre a conjuntura socioeconômica regional e dos municípios, além de auxiliar na formulação de politicas públicas de combate a desequilíbrios crônicos. Parabéns aos organizadores e a todos os participantes.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Execução orçamentária em São João da Barra no período de janeiro a outubro de 2014

A execução orçamentária em São João da Barra apresentou um superávit de 6,91%, representado por R$341,3 milhões de  receitas orçamentárias e R$319,6 milhões de despesas orçamentárias. As receitas correntes realizadas somaram R$341,0 milhões, sendo R$60,9 milhões de receitas tributárias e R$261,8 milhões de transferências constitucionais. Chama atenção a realização das receitas tributárias em 252,4% do valor previsto. As receitas de imposto sobre serviços relativas as operações realizadas no porto do Açu, potencializaram as receitas tributárias neste ano.

No grupo da despesas, as correntes liquidadas somaram R$316,1 milhões no período, sendo R$152,4 correspondentes a pessoal e encargos e R$2,0 milhões de investimento.

Na avaliação relativa com as receitas correntes, as receitas tributárias representaram 17,85%; as despesas com pessoal liquidadas representaram 44,69% (limite de alerta da lei de responsabilidade fiscal) e o investimento liquidado representou somente 0,6% das receitas correntes realizadas no período. Esse último indicador é extremamente preocupante, já que o aumento de receitas tem o destino do custeio.