terça-feira, 1 de setembro de 2015

Exportação de minério de ferro em agosto

Agosto registrou o maior volume de embarque de minério em 2015. O volume foi maior 5,7% em relação ao mês anterior, porém a receita em dólar caiu 4,7% e o preço caiu 9,8% no mesmo período.
Na comparação com agosto de 2014, o volume embarcado caiu 4,0% a receita caiu 49,1% e o preço caiu 47,0% em agosto deste ano.
O gráfico apresenta a trajetória dos preços praticados mensalmente, nos anos de 2012 a 2015. O preço praticado em agosto de 2015 foi menor 41,7% do preço praticado em agosto de 2012.

Exportação de açúcar em bruto em agosto

As exportações de commodities continuam trilhando uma  trajetória de queda. O volume embarcado caiu 11,2% em agosto com relação a julho, a receita caiu 14,1% e o preço caiu 3,2% no mesmo período.
Na comparação com agosto de 2014, a queda no volume embarcado atingiu 20,8% a receita caiu 42,0% enquanto o preço caiu 26,7% em agosto de 2015.
O gráfico apresenta a evolução dos preços praticados nos meses entre o período de 2012 a 2015. Observe que  o preço praticado em agosto de 2015 foi menor 41,7% do preço praticado em agosto de 2012.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Queda do PIB no trimestre confirma recessão econômica no país

O Produto Interno Bruto (PIB) do país apresentou queda nos dois trimestres de 2015. No primeiro trimestre a queda foi de 0,7% em relação ao trimestre anterior, enquanto no segundo trimestre a queda foi de 1,9% em relação ao trimestre anterior.
No acumulado do ano, período de janeiro a junho, a queda foi de 2,1% em relação ao mesmo período ano anterior.  O gráfico apresenta as taxas de variação do PIB no primeiro semestre nos anos de 2007 a 2015. A queda em 2015 só não foi tão ruim quanto a queda de 2,4% em 2009, no furacão da crise internacional. O olhar pelo lado da produção mostra um crescimento de 3,0% da agropecuária no semestre em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto que a indústria declinou 4,1% e o setor de serviços declinou 1,3% no mesmo período.Pela ótica da demanda interna, a questão preocupante é a queda do investimento em 9,8% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período do ano anterior. 
Complementarmente, o consumo das famílias declinou 1,8% e o consumo do governo declinou 1,3% no mesmo período.  O resultado do setor externo, no mesmo período, apresenta uma queda de 8,2% nas importações e um crescimento de 5,6% nas exportações, considerando a comparação com o primeiro semestre do ano anterior.

O Problema Fiscal dos Municípios Produtores de Petróleo da Bacia de Campos

http://g1.globo.com/rj/regiao-dos-lagos/rjintertv-2edicao/videos/t/edicoes/v/especialistas-em-gestao-publica-divergem-sobre-questao-da-antecipacao-dos-royalties/4425267/

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A produção de petróleo na Bacia de Campos ainda permite esbanjamento de royalties?

Uma avaliação mais detalhada da evolução da produção de petróleo no país (terra e mar) e da participação relativa do estado do Rio de Janeiro (Bacia de Campos) e do Espírito Santo, conforme observado no gráfico, deixa claro que a Bacia de Campos vem perdendo participação na produção total desde 2010. Tal fato deve-se a maturidade dos poços, cujo inicio da produção data do final dos anos setenta e da extensão do processo de perfuração e exploração para o estado do Espirito Santo e São Paulo. 

Naturalmente, o declínio da produtividade da Bacia de Campos e, consequentemente, da redução gradativa dos royalties e participações especiais, tem implicações nas receitas orçamentárias realizadas pelos municípios produtores no estado do Rio de Janeiro. 

Em 2009, a produção de petróleo da Bacia de Campos atingiu 85% da produção do país, enquanto que a produção no estado do Espírito Santo atingiu uma participação de 5,0% da produção total. Observem que a partir desse ponto ocorre uma inversão das curvas de participação dos dois estados. Enquanto o estado do Rio declina para 67% em 2015 (janeiro a junho), o estado do Espirito Santo cresce para 15,7% no mesmo período. Nos últimos cinco anos a Bacia de Campos perdeu 20% de participação relativa, enquanto o Espirito Santos cresceu 200% no mesmo período.

Os indicadores apresentados não validam os argumentos dos governantes sobre a necessidade de recomposição das receitas, através de empréstimos, já que não planejou eficientemente as despesas ao longo desses anos. Mesmo em um cenário de redução de royalties e participações especiais, os município produtores de petróleo não mediram esforços em aumentar as despesas de custeio. 

Neste momento, apesar da desvalorização do preço do barril de petróleo no mercado internacional, a estratégia mais adequada para o equilíbrio orçamentário dos municípios produtores deveria ser a recomposição das despesas. É necessário repensar o tamanho do setor público, ou seja, responder as seguintes perguntas: É necessário o número de secretarias nos municípios afetados? São necessários todos os contratos de terceirização envolvendo as diferentes atividades? Qual é o padrão de eficiência do processo de gestão orçamentária? Como se dá a definição de prioridades no contexto dos gastos públicos? As respostas relativas a essas perguntas podem ajudar na reflexão sobre as melhores alternativas de solução do problema.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

PIB: Contração maior até 2016



Jornal Folha da Manhã 






Simone Barreto 



Foto: Rodrigo Silveira 


A economia brasileira deverá ter uma contração maior do que o esperado anteriormente neste ano e em 2016. Esta é a previsão dos economistas, a partir dos dados coletados pelo Banco Central na semana passada por meio de pesquisa com mais de 100 bancos. O documento foi divulgado pela autoridade monetária na segunda-feira (24). 

Para a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão do mercado financeiro recuou para 9,29% na semana passada, contra 9,32% na semana anterior. A previsão diminuiu pela primeira vez após 17 estimativas de alta. No boletim anterior, os economistas haviam previsto estabilidade. 

De acordo com o economista e professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Alcimar das Chagas Ribeiro, esta retração é o resultado de um combinado de ações e infelizmente a previsão é que demore um pouco para que o mercado financeiro se estabilize. 

— Temos o resultado de duas situações distintas que levam a esses números. A primeira é a crise política. O governo fez projeções de controle de receita e gastos, porém as projeções não se confirmaram devido à crise política e a má vontade do Congresso Nacional em aprovar as medidas do governo. O consumo das famílias tem sofrido bastante por conta da redução dos empregos e o poder de compra e a confiança política despencaram. Outra realidade é a externa. O quadro internacional não é satisfatório. O Brasil depende da força de consumo da China, que por sua vez, tem perdido força comercial e reduzido o volume de exportação com o Brasil. A Bolsa de Valores chinesa vem despencando, o que não nos ajuda muito — explica o economista. 

Para o comportamento da economia neste ano, os analistas passaram a estimar, na semana passada, uma retração de 2,06%. Foi a sexta queda seguida deste indicador. Até então, a expectativa do mercado era de um recuo de 2,01% para o PIB de 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. 

Expectativa é que quadro mude ano que vem. 

Para 2016, os economistas passaram a prever uma contração de 0,24% no Produto Interno Bruto do país. Na semana anterior, haviam estimado uma retração de 0,15% para a economia no próximo ano. Para se ter uma ideia, no início deste ano, a previsão dos economistas era de uma expansão de 1,8% para a economia brasileira no ano que vem. Para 2016, a expectativa de inflação do mercado subiu de 5,44% para 5,50% na última semana. Foi a terceira alta consecutiva da previsão do mercado financeiro para o IPCA do ano que vem. 

O economista Alcimar explica que estamos tendo a real situação da crise neste momento e a tendência é que a contração na economia permaneça um pouco mais. “Se tudo correr bem e se a crise política se estabilizar, acredito que a situação econômica leve de 1 ano e meio até dois anos para se estabilizar”, previu o economista. 


Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE. 


Entenda os temores que a queda das Bolsas chinesas geram no mundo

http://oglobo.globo.com/economia/negocios/entenda-os-temores-que-queda-das-bolsas-chinesas-geram-no-mundo-17282384

Maior medo é que atividade econômica da China esteja mais fraca que o imaginado

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